O que visitar...

Aveiro, Cidade dos Canais combina a Ria e as suas áreas urbanas mais nobres, numa mistura única e bela entre a água e a terra, em navegações que nos levam a sítios especiais como a Beira-Mar, o Paraíso, o Alboi, a Fonte Nova, que nos permitem contemplar a Arte Nova, a arquitetura industrial, o património histórico e modernas operações urbanas. 

Fonte: www.cm-aveiro.pt


Salinas

Foi durante a Idade Média que, segundo documentação, se começou a exploração do sal de Aveiro, sal de mar. Então e sempre utilizou-se o processo de evaporação.

O inicio da exploração dos salgados do Vouga coincidiu com a formação da própria laguna.

O comércio do sal “era muito intenso e as portas da muralha da vila do lado do mar ficavam abertas durante a noite, para que não fosse interrompido o serviço da carga e descarga dos navios”.

No início do século XVI o canal da Ria, ainda em formação, tinha profundidade suficiente para permitir o acesso a naus e caravelas e iniciavam-se as primeiras campanhas de pesca do bacalhau à Terra Nova. A vila florescia, entre os quais muitos estrangeiros, subsistindo economicamente pela indústria do sal.

Atualmente vemos longe os tempos em que Aveiro era o maior centro produtor e exportador de sal português. Entre as décadas de 60 e 70 existiam registos de cerca de 270 salinas ativas em Aveiro, as quais produziam uma média de 60.000 toneladas de sal por ano. Em 1994, já em número reduzido, apenas 49. Hoje em dia são apenas 9 as marinhas de sal que permanecem em atividade/exploração.



Spa de sal

As suas águas e lamas são ricas em vários nutrientes e minerais benéficos para a circulação sanguínea, hidratação da pele e é indicado para pessoas com acne, alergias, psoríase, problemas de articulações e muitas outras patologias.

Praça do Peixe

A construção da Praça do Peixe, exemplar único da arquitetura de ferro em Aveiro, surge num dos espaços mais típicos da cidade, onde atualmente se encontra grande parte da animação noturna. Remonta à primeira década do século XX desempenhando, desde logo, a função de mercado favorecida pela sua localização privilegiada superior ao Canal dos Botirões (antigo cais do sal e do pescado).

Museus

Museu de Aveiro / Santa Susana – O Museu de Aveiro está instalado no antigo Convento de Jesus da Ordem Dominicana feminina. Este convento, um dos mais antigos de Aveiro, remonta à 2ª metade do século. O Museu de Aveiro apresenta um circuito de visita com duas partes distintas mas complementares: o percurso monumental e a exposição permanente.

No piso térreo do convento podem ver-se o coro baixo, com o túmulo de Santa Joana Princesa; a Igreja de Jesus; o claustro, com as suas capelas, sala do capítulo e refeitório. No piso superior, o claustro dá acesso ao coro alto e às capelas devocionais que lhe são contíguas. No espaço da exposição permanente, surgem ainda dois vestígios do antigo convento: a Sala de Lavor e a Capela do Senhor dos Passos.

Museu da Cidade de Aveiro - Concebido num conceito de museu participativo, envolvendo diretamente a comunidade na construção dos conteúdos museológicos, pretende ilustrar os momentos, os factos e os protagonistas que, ao longo do tempo, têm dado alma à história de Aveiro.

O setor temporário acolhe exposições de variadas temáticas, reflexo de criatividade, de arte e de cultura de artistas locais, a par com trabalhos de criadores de renome nacional e até mesmo internacional. Partindo para fora de portas, a própria cidade enquanto abrigo de memórias, transmissora de conhecimento e centro de vida, funciona, também, como parte integrante desta rede municipal. Através de visitas orientadas parte-se à descoberta dos lugares, das histórias e das gentes de Aveiro.


Museu da Arte Nova - O Museu Arte Nova de Aveiro, sedeado num dos imóveis mais emblemáticos entre o património desta corrente artística, é o centro interpretativo da extensa rede de motivos Arte Nova disseminados por toda a cidade de Aveiro.

Mais do que repor o ambiente ornamental de uma habitação Arte Nova, este núcleo museológico trata a Arte Nova como argumento didáctico, pretendendo levar o visitante a reflectir sobre os pressupostos da revolução estética que este movimento proporcionou, e melhor compreender os seus reflexos que ainda se manifestam na actualidade.

A visita a este núcleo não fica completa sem a visita à casa de Chá situada no rés-do-chão. Durante o dia com um ambiente mais calmo e relaxante permitindo tirar partido da beleza do próprio edifício, transforma-se à noite num dos bares mais animados da cidade, com música ao vivo durante os fins-de-semana.

Ecomuseu da Entrocalhada - Transformada em Ecomuseu, a marinha da Troncalhada mostra aos seus visitantes os métodos de produção artesanal do sal, explora a paisagem, fauna e flora características, bem como mantém vivas as vivências e tradições ligadas a esta actividade secular.

Caracterizando-se por ser um núcleo museológico ao ar livre, aberto permanentemente, o visitante poderá realizar a sua visita de forma independente consultando os diversos painéis interpretativos que a marinha dispõe. Pretendendo um conhecimento mais aprofundado poderá solicitar uma visita guiada acompanhada por um dos técnicos dos serviços educativos do Museu da Cidade.

Apesar do carácter sazonal da produção de sal tradicional característico, as visitas guiadas a este núcleo museológico poderão ser solicitadas todo o ano, sendo asseguradas em espaço interior, caso as condições climatéricas não sejam favoráveis.

Fonte: www.cm-aveiro.pt


Gastronomia

As tradições gastronómicas de Aveiro devem-se, em boa parte, aos paladares adocicados daqueles que, ao longo do tempo, foram cozinhando as receitas que agora fazem as delícias de residente e visitantes. Um caso exemplar é o das freiras do Convento de Jesus. Deixaram um legado capaz, já disse alguém, de nos fazer "cantar louvores supremos". São os típicos ovos moles, pois claro. Símbolo de Aveiro por excelência, são servidos em barriquinhas de madeira decoradas com coloridas pinturas de temática regional ou em revestimento de hóstia imitando formas marinhas.

A genuinidade dos Ovos Moles de Aveiro foi reconhecida pela União Europeia que lhe atribuiu, e pela primeira vez a um produto português, a denominação de Indicação Geográfica Protegida.

“São seis barrilinhos d’ovos moles de Aveiro”

Os apreciadores da boa mesa podem regalar-se com pratos de carne e de peixe, sobretudo deste último, fruto dos bem apaladados pratos dos pescadores que povoaram, e ainda povoam, este litoral lusitano. Comecemos pelas receitas de peixe. As sugestões são a caldeirada de enguias ou as enguias de escabeche, a raia em molho pitau, as espetadas de mexilhão e as caldeiradas de vários peixes da Ria e do mar.

Quanto às carnes, prove que não se arrepende o suculento carneiro à lampantana (assado na caçoila de barro preto), o estaladiço leitão assado, a chanfana de borrego ou de cabrito, o chouriço com grelos ou, ainda, uns apetitosos rojões. 

Fonte: http://www.aveiro.com.pt/turismo/aveiro-gastronomia.html

Ovos Moles - Além do seu sabor intenso e doce, bem como da sua tonalidade entre o amarelo e o laranja, o que torna estes doces verdadeiramente únicos é a sua textura e, posteriormente, a forma em que são servidos, ou melhor, a forma como são dispostos. Envolvidos em hóstia com forma de conchas, buzios e peixes, homenageiam a tradição marítima de Aveiro. 

Fonte: https://turismodocentro.pt/artigo-regiao/ria-de-aveiro/



O que fazer

Desportos náuticos - O mar, a Ria de Aveiro, a Pateira e os rios, possibilitam a prática dos mais diversificados desportos náuticos e modalidades associadas à água. O surf, a vela, a canoagem ou o kitesurfing, só para citar algumas, encontram neste território condições excelentes para a sua prática.

Passeios de moliceiros pela Ria de Aveiro – “Moliceiro” é o nome dado aos barcos que circulam na Ria de Aveiro, região lagunar do Rio Vouga. Esta embarcação era originalmente utilizada para a apanha do moliço (planta aquática e a principal fonte de adubagem das terras agrícolas)

Atualmente são utilizados para fins turísticos, realizando diversos passeios de barco moliceiro em Aveiro, no entanto o mais comum é o passeio pelos 4 canais urbanos da Ria: Canal Central, Canal da Pirâmides, Canal do Cojo e Canal de São Roque. Ao longo deste passeio de barco podemos apreciar os edifícios históricos de Arte-Nova, as marinhas de sal de Aveiro, os palheiros de sal, os armazéns de peixe, diversas pontes, com especial destaque para a ponte de Carcavelos, a zona moderna da cidade com especial destaque para o Mercado Manuel Firmino. E no final do Canal do Cojo a Fábrica de cerâmica campos, hoje recuperada para alojar a Câmara de Aveiro, o Instituto de emprego e o Centro de Congressos de Aveiro.

É um dos ex-libris de Aveiro. De entre os barcos típicos da região, o moliceiro é considerado o mais elegante contendo uma decoração colorida e humorística.

Fontes:
www.cm-aveiro.pt
www.turismodocentro.pt


Algumas tradições e romarias...

Cortejo de Entrega dos Ramos e a Festa de São Gonçalinho - realizada em janeiro na Capela de S. Gonçalinho, cumpre-se a tradição de se atirar grandes quantidades de cavacas doces da cúpula da capela para a população.

Festa da Ria - ocorre em julho ou agosto, conforme as marés. Algumas das suas atrações são a regata dos moliceiros, o concurso de painéis destes mesmos barcos e as corridas de várias embarcações tradicionais.

Procissão de santa Joana - a procissão de Santa Joana, um dos pontos altos das comemorações do Dia do Município a 12 de Maio (feriado municipal). Procissão com maior participação de jovens de Aveiro, é constituída por: donzéis, donzelas, Infantes, escudeiros, açafatas, Pajens, cavaleiros, aias, Leais conselheiros, damas e princesas.
Trajam vestes litúrgicas, para além de várias irmandades religiosas do concelho de Aveiro.